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terça-feira, 8 de setembro de 2009

Balaiada

Balaiada

Bandos de marginais e desvalidos saquearam a regência encourada.Jagunços, vaqueiros, índios aculturados, escravos fugidos e libertados. Manifestação de banditismo sertanejo devia mesmo ser massacrado, aniquilado em poucas horas no interior de um Maranhão.

A insurreição que pipocava em toda febre de sertão e que cantavam os bem-te-vis liberais do alto de uma multidão embasbacada. Ouviam-se gritos que chegavam do Ceara e Piauí, modestos e finos homens comungavam em um pedido podre, bebiam água quente e viam os risos em si.

Cara Preta, Raimundo Gomes, correra para libertar seu irmão, preso injustamente assim como muitos daquela metódica revolução, os revolucionários libertavam-se aos poucos uns aos outros, mordiam as cordas, arrebentavam correntes e corriam para o meio do mato.Eis que surge, surge o fim da confusão. Em Caxias já tomada, a regência apavorada resolve reagir com todo rigor. Coronel Luís Alves e Lima e Silva, a pedidos de uma corte decadente, comanda uma tropa de oito mil homens carentes que por fim decapitam Negro Cosme, o único a não ser anistiado.

Pedro Vasconcelos

1 comentários:

Ju disse...

desse eu gosto.