BLOGGER TEMPLATES AND TWITTER BACKGROUNDS »

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Chuva

Era manhã de terça feira, até então uma manhã sem nem um atrativo sinestésico, o céu tímido e tão escuro não me causava vontade alguma de nada.Tinha sono, um sono tão agudo e profundo que chegava a doer.

Em Belo Horizonte o sol não costuma nascer e nem se por com classe, os prédios entupidos de gravatas e dólares normalmente oprimem aquilo que a vida tem de mais certo, mas de fato aquela manhã típica deveria estar escondendo alguma coisa que fatalmente apareceria se não fosse a minha formação não investigativa.

A primeira gota caiu, gelada eu pude senti-la, era uma nuvem negra que ameaçava.Fazia barulho, assustava os cachorros, encorajava os ventos e me seguia. A segunda gota caiu, por essa eu já esperava, olhei antes para o céu e a recebi de braços abertos, daí caíram mais duas em seguida mais cinco, quando me dei conta àquela nuvem de breu tão soberana, chorava com uma força emocionante, aos poucos se desintegrava.

Não teria inocência alguma aquela chuva, mas também não era culpada.Era cheirosa, cheirava terra e revolução. As plantas verdes que brilhavam agradeciam, se sentiam tão melhor. Eu não entendia nada, em alguns minutos me molhei todo e me senti molhado.


Pedro Vasconcelos da Costa,

1 comentários:

Ju disse...

"sempre que chove tudo some, e o mundo é só nosso para ser o que quisermos."