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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Rocha, espanto da covardia e desgraça da sua sorte


Ele chorava a estupidez, ele chorava a mediocridade, a tortura, ele chorava sorrindo, chorava gritando, estapeando caras e atores inexpressivos. Ele chorava tudo aquilo que todos nós devíamos chorar e não choramos. Ele arregaçava as mangas e fazia o novo de novo e quantas vezes fosse preciso.Nas ruas parisienses do Rio de Janeiro ele acreditou, viveu e criou Brasil. Descobriu os brasileiros perdidos e do mesmo rio fez resplandecer a morte, a crença e a maldade do nordeste desconhecido.

4 comentários:

Ju disse...

brasil é bem mais que nordeste e rio de janeiro, meu caro.

pedro Vasconcelos. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Caíque Pinheiro disse...

intertextualidade presente: 'a morte de D.J. em Paris', de Roberto Drummond.

pedro Vasconcelos. disse...

O Brasil é bem mais que qualquer definição pura e simples.Neste POST estou falando de Glauber Rocha e as referencias estéticas de Glauber são sim, Rio de Janeiro e Bahia.
fora isso, obrigado pela visita.