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sábado, 21 de novembro de 2009

Deus da rua e eu

Os cabelos devem estar lisos nas pontas.
Os olhos delineados e claros.
Os sonhos confusos na boca,
Os beijos não muito molhados.
Deus me deu coragem,
Mamãe garagem
E os meus amigos birita.
Passei o dia passando na rua
Gastando na sola,
Pensando na pista
Se os cabelos não estivessem tão lisos
E os olhos estivessem borrados
Os sonhos seriam mais óbvios
E os beijos seriam molhados.
Deus me enche de medo,
Mamãe me expulsa de casa,
Meus amigos ainda birita
E eu ainda segredo.


Pedro vasconcelos, 2009-11-20

2 comentários:

Flora disse...

Por incrível que pareça você escreve com sonoridade. Isso dá uma música e não sou só eu quem acho.

la vou eu e meu eu oval disse...

eu consigo ler isso e imaginar o tom exato da tua voz, o momento em que teria enfase - como no final de cada verso -, os gestos que você faria com a mão, o tanto que você mexeria os lábios e como você olharia ao recitar. às vezes acho que é isso...